Há 25 anos prevenindo e tratando doenças gengivais!


Periodontia é minha paixão e proporcionar saúde bucal é meu objetivo diário!

Eu vivencio todos os dias que a saúde gengival conquistada ao final do tratamento periodontal eleva a autoestima dos pacientes!

Estudos já comprovaram que uma boca saudável aumenta a percepção de qualidade de vida.
A saúde gengival é determinante para a realização de todas as possibilidades restauradoras da odontologia moderna!
Está bem estabelecido que nós dentistas, temos um papel importantíssimo na prevenção de doenças sistêmicas.

Saúde em primeiro lugar! Periodontia sempre em primeiro lugar em qualquer tratamento odontológico amplo!

Anestesia Computadorizada


Tecnologia odontológica atingiu um patamar de preocupação com o conforto durante a consulta odontológica!
Por esse motivo utilizo a anestesia digital computadorizada. A nova técnica anestésica utiliza o aparelho MORPHEUS que consiste numa aplicação controlada com a injeção ideal de anestésico e com doses seguras e calibradas para gerar conforto ao dentista e paciente.
Um sorriso saudável é qualidade de vida!

Escova de dentes: Manual ou elétrica?


Qual é a mais recomendada?


Uma boa higiene dentária depende da conjugação de inúmeros fatores. Seja a técnica utilizada, o número de vezes que lavamos os dentes diariamente, a duração com que o fazemos ou até os instrumentos utilizados.

É comum pensar que as escovas elétricas garantem uma boca mais saudável. No entanto, as escovas tradicionais também permitem uma escovação bastante eficaz se forem utilizadas da forma recomendada pelos profissionais e são uma escolha mais econômica.

Que tipos de escovas existem?

Atualmente, existem 3 principais tipos de escovas de dentes: as manuais, as elétricas recarregáveis e as elétricas com pilhas.
  1. Escova manual – É o tipo de escova mais comum, constituído por um cabo e uma cabeça com filamentos de nylon ou poliester.
  2. Escova elétrica recarregável – Com diferentes tipos de tecnologia consoante o modelo e a possibilidade de substituir a cabeça, esta é, talvez, a escova elétrica mais conhecida.
  3. Escova elétrica com pilhas – É uma espécie de meio-termo entre as duas opções anteriores. Trata-se de uma opção visualmente semelhante à manual, mas que usa pilhas para permitir uma ligeira vibração e, desse modo, uma limpeza mais eficiente.
     
"As escovas elétricas recarregáveis mais avançadas apresentam 7 características principais que as diferenciam das tradicionais."

1.    Modos de escovagem – Podem existir programas especialmente concebidos para dentes sensíveis, para proteger as gengivas ou para limpeza prolongada, por exemplo.
2.    Sensores de pressão – Muitas escovas elétricas vêm equipadas com um sensor que avisa o Paciente quando está a exercer demasiada força sobre as gengivas.
3.    Temporizadores – Sendo 2 minutos o tempo de escovação recomendado, algumas escovas elétricas acionam um contador com essa duração. Por vezes, este é até dividido em conjuntos de 30 segundos para melhor orientar o Paciente e separar a lavagem em 4 quadrantes da boca.
4.    Facilidade de utilização – Para pessoas com pouca destreza manual, torna-se mais fácil garantir uma boa limpeza dos dentes.
5.    Lembretes digitais – Algumas escovas possuem, quando necessário, mensagens a relembrar que está na altura de substituir a cabeça da escova, por exemplo.
6.    Oscilação e rotação – Estas escovas vêm equipadas com um sistema de oscilação e rotação que permite remover a placa bacteriana com eficácia.
7.    Produtos complementares – Normalmente, vêm acompanhadas de suportes para a escova, para instalá-la na casa de banho e para transportá-la em viagem. 

Na verdade, a escolha de uma escova de dentes deve ser discutida em conjunto com o seu médico dentista, considerando tanto as suas necessidades específicas, como as suas expectativas.
O mais importante não é o tipo de escova, mas sim assegurar-se de que efetua uma limpeza completa.
Para tal, seja com que escova for, higienize sempre todas as superfícies dentárias, não abdique do uso do fio dental e consulte periodicamente o seu dentista. Dessa forma, estará, certamente, a fazer o seu melhor para garantir um sorriso saudável.

Terapia fotodinâmica pode ser útil no combate ao mau hálito

Tratamento a base de laser de baixa potência não é invasiva, tem baixo custo e ação antimicrobiana

Já sabemos que para combater o mau hálito é necessário manter uma ótima higienização bucal, ter uma dieta equilibrada com mais alimentos fibrosos e menos doces e gorduras e beber bastante água. A novidade é que há no mercado um novo tratamento para ajudar a eliminar esse problema: a terapia fotodinâmica a base de laser de baixa potência. 
Halitose é um termo utilizado para definir odor desagradável e fétido que emana da boca, podendo apresentar origem sistêmica (10%) ou oral (90%. O mau odor é provocado por compostos sulforados voláteis, produzidos por bactérias Gran-negativas.
A halitose de origem bucal ocorre pela ação de algumas bactérias presentes na boca, como resultado final do metabolismo das mesmas. 
A luz acompanhada ou não de agentes químicos tem sido usada para induzir efeitos terapêuticos e antimicrobianos na Terapia Fotodinâmica (TFP), sendo que o efeito antimicrobiano fica confinado às áreas cobertas pelo corante azul de metileno e irradiadas pela luz. Estudos clínicos comprovam que a terapia Fotodinâmica é eficaz na redução de sulfidretos, ou seja, redução bacteriana e combate a halitose decorrente da Saburra lingual.



O que é essa tal terapia? Bem, ela consiste no uso de uma combinação de itens compostos por: corante fotoativo (fotossensibilizador), luz laser de baixa potência do tipo vermelha e oxigênio, que juntos geram reações químicas que têm efeitos antimicrobianos. 

Na Odontologia, a terapia fotodinâmica foi inicialmente empregada em casos de câncer bucal, mas hoje é mais usada para combater bactérias envolvidas em lesões de cárie e endodônticas, doenças periodontais, bem como fungos que causam a candidíase ou vírus que provocam a herpes (acelerando a reparação da lesão presente e diminuindo a frequência de aparecimento de novas feridas de herpes labial).

Laser x Halitose
Por ser mediada por microrganismos, parece lógico para muitas pessoas pensarem que usar antibióticos resolveria o problema, mas essa não é uma terapia viável, pois pode levar à resistência bacteriana e desordens gastrointestinais, além de ter efeito transitório, uma vez que a microbiota bucal é dinâmica e acaba sendo repovoada.

Nesse contexto, a terapia fotodinâmica vem como uma alternativa eficiente para colaborar com o combate ao mau hálito uma vez que ela apresenta forte ação antimicrobiana sem causar danos às estruturas bucais. 

Essa terapia é mais eficiente (e indicada) como forma complementar de práticas já famosas por combater a halitose como manter a higienização bucal em dia principalmente com o uso de raspadores linguais para evitar a saburra, uma das principais causas do mau hálito. 

Uma das justificativas de se usar essa técnica em associação à higiene da língua através do uso de limpadores linguais é sua ação superficial, de modo que em regiões com saburra mais densa, sua ação é limitada. Assim, o uso da terapia fotodinâmica isoladamente, nesses casos, poderia ter resultados pouco eficientes, o que justifica seu uso como tratamento complementar e não como uma opção alternativa.

Apesar dessa terapia apresentar resultados eficientes, é importante que a pessoa busque um diagnóstico preciso e um tratamento que vá direto à raiz do problema, que nem sempre é somente uma saburra lingual. 

Para  todos! 
Essa terapia vem para somar, e muito, no campo do combate ao mau hálito. E seus benefícios são inúmeros. “Qualquer pessoa pode fazer uso da terapia fotodinâmica, inclusive pacientes idosos, pediátricos e portadores de necessidades especiais, por ser uma técnica bem tolerada, atraumática, não-invasiva, com mínima possibilidade de efeitos tóxicos ou resistência, além de baixo custo, fácil empregabilidade e boa efetividade.


                                                                                          Aparelho laser utilizado para terapia fotodinâmica




Retração gengival: Veja como tratar

O que é Retração gengival?


Ela acontece quando há o deslocamento da gengiva e, com isso, uma exposição das raízes dos dentes. Essa condição pode afetar apenas um dente, ou então vários deles.

Em razão dessa exposição da raiz, desaparece sua camada de revestimento, e isso expõe outra parte do dente, a dentina, que é extremamente sensível. Pode ocasionar cáries, hipersensibilidade dental, e problemas estéticos. Acesse meu site: www.drajanainapimenta.com.br https://www.drajanainapimenta.com.br/




Quais os Sintomas?


A retração pode se manifestar por uma série de sintomas, como, por exemplo, os seguintes:


– Exposição da raiz dos dentes;

– Sangramento da gengiva no ato da escovação;

– Mau hálito;

– Dor nos dentes;

– Sensibilidade excessiva como, por exemplo, ao usar talheres.

Qual o Tratamento?


Quando uma recessão de menor proporção é ignorada, o desenvolvimento da retração e perda óssea ao redor do dente tem uma grande chance de acontecer. Os métodos de tratamento variam de acordo com o tipo e gravidade da retração. Se for causada pela escovação excessiva ou agressiva, seu dentista pode orientá-lo sobre formas mais adequadas de higienização bucal.


Cirurgia de enxerto de tecidos moles (chamada de enxerto de tecido conjuntivo) e outros procedimentos ajudam a criar mais gengiva inserida para prevenir a progressão da recessão gengival e auxiliar na regeneração e restabelecimento da cobertura da raiz. 

Se a recessão for causada por doença periodontal, o primeiro passo normalmente envolve uma limpeza especial, chamada de raspagem e alisamento radicular. Para muitos pacientes, esse tratamento - associado a uma excelente higiene bucal em casa e avaliações regulares - pode ajudar a estabilizar o problema periodontal e prevenir futuras perdas gengivais. Por isso, fique atento aos sinais e sintomas e procure orientação cada vez que tiver dúvida quanto à saúde bucal.









Preservação de alvéolos dentários após extração dentária

Sem título


Nesta última década, a estética tem recebido maior ênfase no plano de tratamento e, quando o profissional tem em mente a qualidade da reabilitação protética, deve-se considerar a reabsorção do osso alveolar que ocorre após a exodontia, especialmente em áreas anteriores, já que a instalação de um implante em posição ideal é de vital importância não só para a obtenção da estética, como também da função da prótese.

A reabsorção óssea que ocorre durante o reparo natural do alvéolo após a exodontia pode levar ao comprometimento estético e funcional nas próteses convencionais ou implantosuportadas, devido às alterações verticais e horizontais que ocorrem tanto no tecido ósseo como no tecido mole, limitando o espaço disponível para a instalação de implantes em posição ideal e criando um desafio para a obtenção de uma restauração protética compatível com os dentes naturais.

Uma revisão sistemática da literatura investigou as alterações dimensionais de alvéolos dentários em humanos, após a exodontia dentária. Os resultados mostraram uma perda média em altura de 1,5 a 2 mm, e uma espessura de 3,8 mm pode ser esperada. Também se pode esperar maior perda óssea em altura em pacientes fumantes (cerca de 0,5 mm) e melhora na cicatrização de pacientes que usaram soluções tópicas de clorexidina durante o primeiro mês de cicatrização. O real motivo para a remodelação, que ocorre no alvéolo após a exodontia, ainda não é conhecido, porém, sabe-se que atrofia por desuso, diminuição da vascularização sanguínea e inflamação local tem grande papel neste complexo processo que envolve fatores estruturais, funcionais e fisiológicos. Além disso, o microtrauma causado no momento da exodontia pode acelerar essas alterações.

Diante disso, os autores observam que é vantajoso preservar a dimensão do osso pós-extração, assim é possível manter suas dimensões verticais e horizontais ideais e diminuir a morbidade do paciente. Os métodos que garantem a preservação, aumento ou reconstrução de a altura do rebordo alveolar, espessura e qualidade, imediatamente após a extração dentária, parecem ser essenciais para a manutenção das dimensões verticais e horizontais. Na verdade, isso reduz a necessidade de um enxerto mais tarde, simplificando e otimizando o sucesso da colocação do implante em termos de estética e função.




 O cirurgião-dentista pode lançar mão de algumas técnicas para obter melhor estética e função em próteses convencionais ou ainda preservar tecido ósseo para a instalação de implantes em posição ideal, o que auxilia de maneira decisiva no plano de tratamento!














Sangramento Gengival é um sinal de alerta!




A gengiva merece cuidados especiais porque é uma das responsáveis pela sustentação dos dentes.
Não é normal que ocorra sangramento durante a escovação nem quando se usa o fio dental, muito menos espontaneamente. É comum que a pessoa suspenda a escovação e o uso do fio por causa do sangramento, quando deveria acontecer o contrário: intensificar a limpeza.




Em suma, a gengiva é responsável por proteger os dentes e a estrutura óssea contra as bactérias, corpos estranhos e, até mesmo, de alimentos que possam danificá-los de alguma maneira. A sua aparência normal deve ser rosada,  deve ser capaz de aguentar traumas como a mastigação e a escovação sem desencadear qualquer sinal de sangue.

Devido a limpeza inadequada da boca, a placa bacteriana se acumula e se calcifica, causando o cálculo (tártaro), uma crosta tão dura que apenas um cirurgião-dentista consegue removê-la.
E, nos casos em que essa remoção da placa bacteriana não é realizada, as bactérias presentes nessa substância começam a liberar toxinas que inflamam a gengiva, causando, assim, sangramento e inchaço, haja vista que a região se torna altamente vascularizada – uma forma de combater os “intrusos”.
Enquanto os elementos bacterianos se encontram apenas na gengiva, o tratamento é relativamente simples, sem que exista um comprometimento da saúde dental, ao passo que, na periodontite – “estágio avançado” da gengivite. O problema já chegou ao osso e aos ligamentos, com a alteração das estruturas que sustentam os dentes (estas ficam moles).
Assim, o sangramento gengival é um assunto a ser observado de perto – literalmente! Problemas na gengiva podem significar desde o comprometimento dos dentes até doenças muito mais sérias, que podem ser até mesmo fatais. 

A saúde bucal não pode ser deixada para segundo plano!

Vamos escovar a lingua?

                                 

raspador ou escova



A língua é a fonte de muitas bactérias, logo deve ser higienizada com o máximo de cuidado e atenção. Responsável pela fala, boa mastigação dos alimentos, além da saúde da boca como um todo. A ausência da escovação na língua é a principal causa para o surgimento da Halitose, o mau hálito.




A saburra lingual, também conhecida como a sujeira da língua, é uma placa bacteriana esbranquiçada ou amarelada localizada no dorso posterior (fundo) da língua, que se forma basicamente quando estamos frente a uma diminuição da produção de saliva ou de uma descamação epitelial (minúsculos pedacinhos de pele que se desprendem dos lábios e bochechas) acima dos limites normais (ou fisiológicos) ou ainda, em ambas as situações.     

A utilização dos raspadores de língua, ou limpadores linguais, é uma forma eficaz para combater a saburra lingual e a halitose. Com objetivo de remover bactérias residentes na superfície da língua. O raspador de língua funciona no sentido de trás para frente, ou seja, coloque a língua pra fora o máximo possível e arraste o raspador do fundo da boca até a ponta da língua. Faça isso repetidas vezes, lavando o raspador em água corrente. É importante ressaltar que a borda removedora de saburra não seja amolada para não machucar a língua. Além de que as escovas que vem com limpador de língua não são tão eficazes quanto o próprio limpador.


Como não engasgar ao escovar a lingua?

- Segure sua escova de dentes perpendicular à língua, escovando pela lateral. Colocar a escova na vertical facilitará que ela escorregue para a parte perigosamente mais sensível da língua. Também é psicologicamente invasivo, ou seja, faz você pensar conscientemente em se engasgar.
- Apoie a ponta da língua com as pontas dos dedos pressionando para os dentes inferiores ou segure a ponta da lingua com gaze. Desta maneira a lingua ficará posicionada e estabilizada!


Qual a importância de passar fio dental?


Considerado um complemento à escovação, o ato de passar o fio dental é importantíssimo para que todas as bactérias que habitam a boca sejam completamente eliminadas e não provoquem cáries e gengivite. 
Por isso, ele deve também ser passado sempre depois de todas as refeições. O ideal é que ele anteceda a escovação, que deve durar de 3 a 5 minutos.


Segundo uma pesquisa realizada pelo Datafolha, por encomenda do Conselho Federal de Odontologia, apenas 57% dos brasileiros usam fio dental. Esse dado é bastante preocupando uma vez que o fio dental é o grande responsável por remover os restos de alimentos e resíduos que ficam presos entre os dentes, os quais a escova não consegue eliminar.

Como usar a cordinha
Se você costuma esquecê-lo, é preciso usá-lo ao menos antes de dormir, isso porque durante a madrugada, a produção de saliva diminui e os restos de alimentos acumulados na boca se tornam ainda mais perigosos.   
Passe o fio dental, que limpa onde a escova não chega! 
1. Faça um bochecho com água. Enrole um pedaço de 45 cm de fio dental na ponta dos dedos médios. Segure o fio entre o polegar e o indicador, deixando 2 cm esticado entre as mãos.
2. Passe o fio entre os dentes, da gengiva à ponta, “abraçando” a parede dos dentes. Repita várias vezes.






  

Evidência liga estresse com doença periodontal

                        


A partir da metade da década de 1990, muitos estudos começaram a ser publicados na tentativa de esclarecer a relação entre fatores psicológicos, psicossociais e doença periodontal. Esses estudos têm como intuito verificar se o estresse poderia ser considerado um fator de risco real para a doença periodontal, uma vez que algumas variações de progressão e severidade da doença não são explicadas por fatores de risco biológicos e comportamentais já conhecidos. 

Há algum tempo já se conhece a importância da placa dental (fatores de virulência bacterianos) para o início e desenvolvimento da gengivite e da periodontite, tanto em pacientes saudáveis como em pacientes imunocomprometidos. Sabe-se também que fatores de defesa do hospedeiro podem determinar a progressão e severidade da doença periodontal. Portanto, se ocorrer uma diminuição da efetividade da resposta do hospedeiro frente a esse constante desafio bacteriano, o indivíduo estará mais susceptível ao surgimento da doença periodontal. Nesse sentido, um número expressivo de estudos tem demonstrado que o estresse emocional pode alterar a secreção de produtos de defesa do hospedeiro. Um exemplo seria a diminuição da produção de imunoglobulina-A (IgA). Este é o anticorpo predominante na saliva e pode ser considerado o agente antibacteriano mais importante em um quadro de saúde (McCleland et al. 1985). A sua diminuição provoca destruição tecidual ativada por produtos bacterianos, provavelmente, mediada por meio de citocinas liberadas por células do sistema imune ativadas, entre outras, levando a um desequilíbrio na relação parasita–hospedeiro.

Dados de várias pesquisas apontam que no estresse ocorre uma depressão na quimiotaxia e fagocitose neutrofílica, assim como a redução na proliferação de linfócitos, mudanças no padrão de citocinas, dentre outras alterações (Shapira et al, em 1999-2000; Maes et al, em 1998; Breivik et al, em 2000; Mengel, Bacher e Flores-de-Jacoby, em 2002; Kim e Maes, em 2003; Johannsen et al, em 2007).

Uma das relações estudadas atualmente está entre os níveis de cortisol na saliva e a perda óssea alveolar em pacientes com doença periodontal avançada. Uma direta correlação entre esses parâmetros já foi demonstrada em pacientes com pobres estratégias para combater o estresse (Hugoson et al. 2002). 

Um evento estressante é considerado a chave para a exacerbação ou diminuição das defesas do hospedeiro. Ambos os processos predispõem ao indivíduo o desenvolvimento de um processo inflamatório, como também a evolução da doença periodontal. 
Os efeitos do estresse emocional na imunidade e, consequentemente, em doenças infecciosas como a doença periodontal já foram relatados. O evento estressante se mostrou capaz de alterar os diferentes sistemas envolvidos e prejudicar com isso, o equilíbrio entre a resposta do hospedeiro e a agressão dos micro-organismos (Breivik et al. 1996).

Os estudos constataram que 57% dos estudos revisados mostravam uma ligação entre estresse, angústia, ansiedade, depressão e solidão e doença periodontal. Níveis aumentados de cortisol — um hormônio produzido pelo corpo em níveis mais elevados durante momentos de estresse — pode ser um fator de contribuição para abaixar a imunidade do corpo, tornando-o mais susceptível à doença periodontal, teorizam os pesquisadores.

Eles também observaram que indivíduos estressados têm maior probabilidade de adotar hábitos que promovem doença periodontal, como fumar, não ingerir uma dieta balanceada, não cuidar dos dentes e gengivas ou adiar as consultas com o dentista.
Os autores do estudo recomendam que os indivíduos tentem reduzir o nível de estresse para proteger sua saúde bucal.

Controlar seu estresse também pode ajudá-lo a proteger sua saúde bucal, dizem pesquisadores brasileiros. 

Qual é a relação entre Doenças Periodontais e Doenças Sistêmicas

Pesquisas demonstram a inter-relação da doença periodontal com doenças sistêmicas, tais como:

-Doenças cardiovasculares
-Osteoporose;
-Baixo peso ao nascimento e parto prematuro de bebês;
-Diabetes;
-AVC (derrame);


Há ainda pesquisas sugerindo que as doenças periodontais são fatores de risco para algumas doenças respiratórias, como a rinite, a sinusite e a pneumonia.


As Doenças Periodontais atingem 75% da População maior de 25 anos.
    
Como as Doenças Periodontais podem afetar o Sistema Respiratório? 

As bactérias causadoras da doença periodontal podem alcançar a circulação sangüínea ou a própria infecção periodontal. Pela proximidade, podem contaminar as mucosas nasal (causando a rinite) ou a sinusal (causando a sinusite). A aspiração de bactérias da doença periodontal podem iniciar ou exacerbar a pneumonia, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), fibrose cística, enfisema, embolismo ou empiemas (abscessos) pulmonares. desta forma, as doenças periodontais são consideradas fatores de risco, devendo ser diagnosticadas, tratadas e controladas .

Qual a relação da Diabetes e Periodontite?


Sabe-se que, a longo prazo, órgãos como olhos, rins, coração, nervos e vasos sangüíneos podem ser acometidos em conseqüência do aumento do aumento do nível de glicose no sangue. A doença periodontal é considerada a sexta complicação do diabetes.Como qualquer tipo de infecção, os problemas periodontais podem dificultar o controle do diabetes.

                                             

Da mesma forma que outras complicações do diabetes, a doença periodontal está ligada ao controle metabólico de modo bidirecional, ou seja, influenciando e sofrendo influência do diabetes. O paciente que não trata suas infecções bucais não consegue controlar o seu Diabetes e vice-versa.A presença da placa bacteriana no diabético provoca uma inflamação gengival mais acentuada do que o faria em um paciente não diabético. Pessoas com controle glicêmico deficiente podem apresentar doenças mais severas na gengiva e haver perdas dentárias mais rápidas do que as pessoas com bom controle metabólico.

O paciente diabético é mais susceptível a desenvolver a doença periodontal ?

Sim, devido à sua dificuldade em reagir contra as agressões (resistência orgânica e resposta à inflamação gengival prejudicada), microbiota oral alterada e metabolismo anormal do colágeno. A doença periodontal é o achado mais comum em pacientes com diabetes mal controlada.

Aproximadamente 76% destes pacientes mal controlados possuem doença periodontal com aumento de reabsorção óssea alveolar e alterações gengivais.Entretanto, diabéticos controlados apresentam, também, uma grande incidência e gravidade da doença periodontal.O diabetes por si só não causa doença periodontal, mas pode alterar o curso da periodontite preexistente já que, de acordo com a severidade da doença periodontal, ela está significativamente relacionada a elevados níveis de glicose no sangue. 

Doenças periodontais são consideradas fatores de risco para doenças respiratórias,cardiovasculares e outras. Prevenção e controle das doenças periodontais são fundamentais à integridade do trato respiratório, coração e vasos sangüíneos.


SEJA CONSCIENTE E PREVINA-SE!!!
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GENGIVAS SAUDÁVEIS COLABORAM PARA SUA SAÚDE!

NÃO FUME!


FAÇA CORRETA HIGIENE BUCAL APÓS AS REFEIÇÕES!







Periodontite você sabe o que é?




O que é Periodonto?
É o conjunto de tecidos que está ao redor do dente e que é responsável pela sua fixação: gengiva, osso alveolar e fibras que ligam raiz ao osso.

O que é Doença Periodontal (DP)? É a mesma coisa que gengivite?
É o comprometimento dos tecidos periodontais pelo processo inflamatório, que leva à reabsorção do osso que está ao redor das raízes dos dentes, enquanto que, na gengivite, não há alteração óssea, pois a inflamação só atinge a gengiva.




 Como posso saber se já tenho a DP?

0 sinal mais característico é o sangramento, mas devemos estar atentos também para: alterações na posição dos dentes, mobilidade, retrações gengivais, retenções de alimento, inchaço etc.

Ao perceber sangramento durante o uso do fio dental, devo suspender esse procedimento de limpeza?
Não, desde que esteja passando o fio corretamente. 0 sangramento denota a presença de bactérias nessa região e, dessa forma, é conveniente continuar com o uso do fio na tentativa de removê-las.



 Existem medicamentos indicados para o tratamento?
Não é possível o tratamento desta doença somente com medicamentos, sejam estes locais ou sistêmicos. A placa bacteriana aderida ao dente tem que ser removida mecanicamente.
 
 Qual a causa da DP?
A Periodontite é uma doença inflamatória de etiologia multifatorial, caracterizada pela destruição     
óssea e pedra de inserção conjuntiva, constituindo uma das principals causas da pedra dentária 
em adultos. A destruição do suporte periodontal, em sua maior parte, é resultado da resposta 
imune-inflamatória do hospedeiro aos periodontopatógenos, que pode ser influenciada por 
factories genéticos, ambientais e comportamentais.

Como o tratamento é realizado pelo cirurgião-dentista?
É feito com a remoção da placa bacteriana aderida através de raspagem e alisamento das raízes dos dentes. Quando os instrumentos de raspagem não atingem toda área da raiz comprometida, as cirurgias são indicadas; para facilitar o acesso.
 
  
 Uma vez tratada a doença, os tecidos recuperam-se integralmente?
Não, sempre ficam seqüelas, com exceção das gengivites. A doença periodontal deixa como seqüelas alterações estéticas como: deslocamento na posição do dente, retração gengival com conseqüente aumento no comprimento do dente etc. Existem procedimentos cirúrgicos e protéticos que podem minimizar esses defeitos.

 De quando em quando se fazem os retornos para a manutenção após o tratamento?
As visitas para manutenção devem assegurar a estabilidade da condição de saúde alcançada com o tratamento e, assim, evitar tanto a o progressão da doença como a sua recidiva.

Nos casos mais avançados, recomenda-se uma periodicidade de 3/3 meses e de 4/4 meses para a maioria das pessoas.

  É possível prevenir esta doença?
A sua prevenção pode ser feita unicamente removendo a placa bacteriana através de limpeza bucal doméstica com fio dental e escova, mais limpezas periódicas feitas pelo dentista. 

Prevenção: Limpeza bucal doméstica + Limpeza profissional de 4/4 meses


Drª Janaína Pimenta
Periodontia e Implantodontia